Inusitada Rosa

Inusitada Rosa

Há tanta gente que não sabe o verdadeiro significado de sentir. Pensam o sentir como algo carnal, desejo, prazer... Um sentir que só existe se houver o toque, a posse, o ver cara a cara. Mas digo, senhoras e senhores, que sentir vai além do que se vê. Você sabe que sente com o coração quando a lembrança da pessoa é mais importante do que sua pele. Quando seus olhos marejam de saudade quando lembra daquele momento bonito, daquela palavrinha que mudou o dia, quando você sente aquele arrepio na coluna quando ouve a voz mesmo que seja ao telefone... Sentir ultrapassa as barreiras do tocar, do calor da pele, da saliva, dos pêlos, da língua entrelaçada uma a outra. Sim, isso é maravilhoso, o prazer que proporciona é inigualável. As pernas bambas, o suor conjunto, os gemidos e sussurros ao pé do ouvido... Mas falo aqui, meus caros, do sentir com o coração, do aprisionamento da sua alma com o carinho do outro ser. Do lembrar constante, do afeto, da preocupação, da cumplicidade, da lealdade. Eu falo do sentir que poucos conhecem, pois nunca se permitiram a tal sensação por medo ou covardia. Abre alas pro teu ser, permita-se viver. Só vive por completo quem sorri, chora, cai, levanta e ama.

quarta-feira, 13 de junho de 2012


"Virginia Woolf escreveu: 'Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada.' De um lado dessa espada, disse ela, estão a convenção, a tradição e a ordem, onde 'tudo é correto'. Mas, do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, 'tudo é confusão. Nada segue um curso regular'. Seu argumento era que atravessar a sombra dessa espada pode proporcionar a mulher uma existência muito mais interessante, mas podem apostar que ela também será mais perigosa."

(Elizabeth Gilbert em Comer, rezar, amar)